Seu sexo latejava naquele exato instante e ela podia sentir que seus espasmos liberavam a lubrificação que seu corpo se apressava a produzir, deixando-a pronta para ele. Todo o estímulo, por menor que fosse, se traduzia em mais contrações de desejo. Seu ser se concentrava naquelas sensações, na resposta do seu corpo, nos seios intumescidos, no sexo úmido.
Seus pensamentos estavam dispersos.
Ela queria ficar nua - mas não podia. Não naquele momento. E se sentia presa nas roupas que impediam que ela desnudasse a alma para ele. Não bastava deixar de lado as peças que cobriam sua pele. Ela queria fazer do despir um ato simbólico, eliminando aos poucos a distância que os separavam - aquela que é amplificada pela falta de intimidade.
Sob o pretexto de acomodar-se na cadeira, cruzou as pernas, pressionando as coxas de forma a massegear seu clitóris. Era um local público. Um almoço de negócios. Ao redor da mesa, todos conversavam, indiferentes ao estranho brilho nos olhos dela. Todos, menos ele. E ela notou que ele sabia, no momento em que seus olhares se encontraram.
Ele agora estava atento, cativo na promessa que ela insinuava, à energia que ela liberava. Ela achou interessante que, dentre todos os outros homens sentados à mesa, somente ele tenha notado como ela estava excitada. Por alguns segundos pensou na interessante química do desejo e suas mensagens criptografadas, só assimiladas por quem era seu alvo específico.
Acompanhando os espasmos do seu sexo, ela pressionava as pernas, a cada minuto mais excitada por se masturbar tão discretamente em um local tão esdrúxulo. Uma discussão acalorada distraía os colegas, mas ela havia atraído a atenção dele - sua inquietação já se notava. Ela fechou brevemente os olhos no momento em que seu corpo cedeu ao prazer e sua pele arrepiou sob a força daquele orgasmo.
Quando abriu os olhos, o viu transtornado pelo mesmo desejo do qual ela acabava de se libertar - desejo que ela despertara. Sussurando, ele quis saber o óbvio. Ela digitou no celular: "Gozei maravilhosamente. Ligue-me e conto os detalhes". Com um sorriso, apertou a tecla send.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário